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Criação da CSN foi um marco na história brasileira

Protagonista de discussões entre o Brasil e os Estados Unidos na era Getúlio Vargas e manifestações com mortes são alguns dos acontecimentos que marcaram a história da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em alguns momentos, o desenvolvimento da empresa chegou a se confundir com a própria história do país.

Como lembrou o jornalista Barbosa Lima Sobrinho, em uma de suas crônicas, ''a criação da CSN chegou a ser motivo de discórdia do Brasil com os Estados Unidos, levando Getúlio Vargas a ameaçar que o país poderia se alinhar com as forças da Alemanha na Segunda Guerra Mundial''. No dia 30 de janeiro de 1941, Vargas assinou o Decreto-Lei 3.002, autorizando a criação da CSN e a construção da usina siderúrgica em Volta Redonda, região sul fluminense.

Em novembro de 1988, outro episódio entrou para a história da CSN e do Brasil. Cerca de três mil operários, em greve, ocuparam a usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Soldados do Exército e da Polícia Militar tiveram que invadir a unidade, de armas na mão, para dispersar a manifestação.

O desfecho do conflito, que poderia explodir a usina e a cidade se um soldado disparasse um tiro próximo à maquinaria, foi trágico. Três operários morreram. Até mesmo um monumento construído pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em homenagem aos mortos durante a greve, foi destruído por uma bomba. Isso aconteceu um dia depois da inauguração desse monumento, no dia 1º de maio.

A CSN deixou de ser propriedade do governo no dia 5 de abril de 1993, data da sua privatização, quando foi comprada por um consórcio privado. A empresa passou por mudanças, cresceu e hoje deu um passo para ser competitiva numa economia globalizada.

Fonte: Jornal do Brasil
Seção: Especial
Publicação: 18/07/2002

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