Atenção
FecharA nova unidade, que funciona desde janeiro, é a primeira operação da Agrale no exterior e vai atender, além do mercado colombiano, os demais países do Pacto Andino (Bolívia, Peru, Venezuela e Equador). Segundo o diretor-superintendente, Hugo Zattera, a empresa estuda a possibilidade de abrir novas fábricas fora do Brasil. As regiões que estão sendo analisadas são as mesmas para as quais a Agrale exporta: América Latina, África e Oriente Médio.
Conforme o executivo, a investida sobre a Colômbia e os planos para novas unidades no exterior fazem parte da estratégia de internacionalização da Agrale. A empresa pretende chegar, até 2005, com 25% de seu faturamento originários de vendas ao exterior, incluindo as exportações diretas a partir do Brasil. No ano passado, a participação dos negócios internacionais foi de 15% sobre a receita bruta de R$ 240 milhões.
Para este ano, a Agrale prevê um faturamento total semelhante ao de 2002. 'Estamos nos baseando em uma economia muito próxima à do ano passado', afirma Zattera. Ele informa ainda que nos próximos 90 dias a empresa embarcará 167 microônibus para o Chile, depois de ter vencido uma concorrência promovida pelo governo para equipar as concessionárias de transporte coletivo.
A unidade colombiana da Agrale vai receber os chassis e caminhões desmontados do Brasil para montagem local, o que garantirá vantagens logísticas e também fiscais, pois os impostos de importação são menores para componentes do que para veículos completos, diz Zattera.
A companhia pretende, até o fim do ano, utilizar 100% da capacidade instalada da nova fábrica, a maior parte com a montagem de chassis para microônibus. Em seguida a produção poderá ser ampliada com a introdução de um novo turno de trabalho. O investimento na operação não foi revelado.
A Agrale decidiu implantar uma unidade em Bogotá depois de verificar a 'receptividade' do mercado local para seus produtos, explica o diretor. Desde 2000, por intermédio da própria sócia Navitrans, já havia exportado mais de 1,2 mil veículos, entre chassis para microônibus e caminhões, para a Colômbia.
Antes de abrir uma unidade no exterior, a fabricante gaúcha manteve durante cerca de 10 anos, até o fim dos anos 90, uma parceria com a Deutz argentina. Pelo acordo, a Agrale enviava componentes para a montagem de caminhões Deutz Agrale no país vizinho e recebia caixas de câmbio para equipar tratores.
Fonte: Carplace
Seção: Automobilística & Autopeças
Publicação: 14/02/2003