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Aços & Ligas | Aços e Ferros Fundidos | Aços Resistentes à Corrosão

14 - Usinabilidade dos aços inoxidáveis

A usinagem dos aços inoxidáveis é mais difícil que a dos aços comuns. Porém, os aços inoxidáveis ferríticos ou martensíticos não são especialmente difíceis de usinar, ao contrário dos aços austeníticos e dúplex. Nesses aços, a usinabilidade piora à medida que o teor de elementos de liga aumenta. Admite-se que essa dificuldade seja devida principalmente à alta taxa de encruamento e baixa condutibilidade térmica, esta última dificultando a formação de cavaco durante a operação de usinagem. De fato, a camada encruada de alta resistência se opõe ao avanço da ferramenta; a alta ductilidade provoca a formação de um cavaco contínuo, facilitando a formação de cratera na ferramenta, a baixa condutibilidade térmica provoca atrito elevado na interface metal/ferramenta, resultando em aquecimento da região de corte, o que não dissipa o calor gerado.

 

Nos aços austeníticos, o aumento dos teores de níquel, cromo e molibdênio provoca queda da usinabilidade; o fósforo e o cobre a melhoram.

 

As inclusões igualmente afetam a usinabilidade: óxidos, sobretudo alumina, prejudicam a usinabilidade, por serem duros e abrasivos; ao contrário, o sulfeto de manganês MnS, por ser mole e deformável, beneficia a usinabilidade.

 

Para melhorar a usinabilidade dos aços inoxidáveis, o enxofre é normalmente o elemento mais empregado; contudo, provoca queda da plasticidade a quente do aço, além de provocar queda da resistência à corrosão. O fósforo, o telúrio e o selênio também melhoram a usinabilidade, porém provocam a queda de outras propriedades e produzem efeitos secundários indesejáveis.

 

Experiências com o bismuto (253), em teores de mais ou menos 0,13%, mostraram que a utilização desse elemento é a melhor opção no momento, pois atua como o chumbo, cujas partículas reduzem o atrito entre a ferramenta e a peça sob usinagem, sem provocar os efeitos indesejáveis do chumbo.

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