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Construção Civil

Ponte deverá ficar pronta em 2018

Lideranças políticas e empresariais de Rondônia e do Acre visitaram as obras

Orçada em R$ 148 milhões e com 1.840 metros de extensão, a ponte no rio Madeira, no distrito de Abunã, deverá ser concluída no segundo semestre de 2018. Em processo de construção desde 2014, a ponte será utilizada como um ponto de ligação entre os estados de Rondônia e Acre. Supervisionadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Terrestres (Dnit), as obras são executadas pela empresa Arteleste Construção. Segundo Cleyder Razzini, engenheiro responsável pela obra, até o dia 31 de dezembro está prevista a conclusão de 70% da ponte. Ele informou que, no que diz respeito à divisão da obra em trechos navegáveis (que é a parte dos arcos da fundação) e o trecho convencional, os avanços já são consideráveis.

Cleyder Razzini disse que a parte do trecho convencional para quem vem de Rondônia tem 290,72 metros e está finalizada, com a laje e as barreiras prontas, incluindo a grade de passeio, faltando apenas pavimentar. Já o lado de quem vem do Acre, falta só um vão de 35 metros, o que deve ser finalizado em dezembro. “Na parte navegável, que totaliza um trecho de 516 metros, estamos trabalhando nas fundações, e pretendemos levantar os pilares ainda este mês e até dezembro finalizar todas as estacas. Somando os dois lados, temos quase 570 metros de laje concluídos”, pontuou.

Representantes e dirigentes das federações de indústrias e comércio de Rondônia e Acre estiveram em visita às obras da ponte, objetivando verificar in loco se o cronograma está realmente sendo cumprido. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sinduscon-RO) e diretor da Federação das Indústrias de Rondônia, Emerson Fidel Campos, reforçou a importância de toda a sociedade cobrar para que não haja atraso no prazo de conclusão da ponte. “Todos os setores aqui representados, além das autoridades políticas, precisam ter compromisso em cobrar das autoridades para que não faltem recursos para a conclusão total da obra”, disse. Ele acrescentou que a ponte, em pleno funcionamento, viabilizará totalmente a ligação com os países andinos, representando redução de custos de alimentos e proporcionando abertura maior entre os dois estados.

O presidente do Conselho da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, Chagas Neto, destacou que a ponte se faz necessária para a economia dos dois Estados. “Esta ponte é de extrema importância, não só para os estados de Rondônia e Acre, mas para o intercâmbio com os países andinos, tornando-se a principal fonte de escoamento da produção, que hoje é transportada através de balsas. Nós estamos aqui fazendo esta vistoria na obra para que possamos cobrar das autoridades federais que o cronograma seja obedecido”, disse. Hoje o trajeto é feito por meio de balsas, algo que prejudica e atrasa os motoristas, que precisam cumprir horários para a entrega de mercadorias, como é o caso do caminhoneiro Ricardo Oliveira, que se utiliza da balsa para semanalmente atravessar o rio. “As nossas expectativas são de que tudo vai melhorar porque demoramos cerca de uma hora e quarenta minutos para atravessar o rio, e quando o nível do rio fica baixo a situação piora. Já houve casos em que os motoristas esperaram quase dois dias por conta de um problema na ancoragem da balsa”, disse.

Fonte: Diário da Amazônia
Seção: Construção Civil
Publicação: 14/11/2017

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