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Automobilística & Autopeças

Volkswagen mira produção anual de 800 mil veículos no Brasil até 2020

Volume é mais que o dobro do registrado em 2016; a meta faz parte da estratégia da montadora de recuperar a liderança no País, apostando não só em modelos de entrada mas de maior valor

A Volkswagen está avançando na sua estratégia para recuperar a liderança no Brasil. Até 2020, a montadora alemã tem como meta elevar o ritmo de produção anual para 800 mil veículos, mais que o dobro do volume de 2016.

Uma parcela importante da produção deve ser exportada, afirmou nesta quinta-feira (16) o presidente da Volkswagen para América do Sul, Pablo Di Si, em evento de lançamento do sedã Virtus.

"Nós vamos buscar também o aumento de participação em mercados fora do Brasil e da Argentina, o que deve impulsionar as exportações das fábricas brasileiras."

O executivo disse ainda que a meta de vendas para América do Sul até 2020 é de um milhão de unidades. No Brasil, o objetivo é alcançar 16% a 17% de share no período. "Hoje, nossos produtos cobrem 70% do mercado brasileiro. Com novos produtos, que serão lançados nos próximos anos, vamos atingir até 95% das categorias", acrescentou Di Si.

Um dos veículos que podem trazer um incremento do market share para a montadora é o Virtus. Com motor 2.0 turbo, a Volkswagen promete um sedã para competir, em desempenho e tecnologias, com modelos mais caros da concorrência. Apesar de não ter revelado preços, a empresa garantiu que o Virtus terá um ótimo "custo-benefício".

Além disso, há cerca de dois meses a Volkswagen lançou o novo Polo, hatchback totalmente renovado que deve brigar em uma das categorias mais cobiçadas do mercado brasileiro, que inclui o novo Fiat Argo e o Hyundai HB20.

"Vendemos 8 mil unidades do Polo em dois meses, o que é um resultado incrível para nós", disse o vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen América do Sul, Thomas Owsianski. Ele reforçou que a meta da montadora é voltar a liderar a região, onde grande parte dos emplacamentos vem do Brasil.

Posicionamento

A marca alemã ficou conhecida no Brasil principalmente pelos grandes volumes de vendas de modelos "populares", com destaque para o Gol, que figurou como líder de emplacamentos por muitos anos.

No entanto, Di Si explica que o retorno à liderança não deve ser guiado só pelos segmentos de entrada. "Nós estamos ampliando o portfólio e vamos oferecer desde o up! até modelos premium", garante.

A montadora planeja 20 lançamentos no Brasil até 2020, incluindo o Golf nas versões híbrido e elétrico, que passam a ser comercializados no País no ano que vem.

Dos 20 modelos, 13 serão produzidos localmente. Tanto o Polo quanto o Virtus serão fabricados na planta de São Bernardo do Campo (SP). De acordo com executivos, o novo sedã da marca foi desenvolvido totalmente no Brasil e será exportado para o mundo todo, começando por 29 países da região da América do Sul.

"Também estamos avaliando mercados como os da África e da Oceania", completou Di Si. Ele salientou, entretanto, que, hoje, a indústria automotiva no Brasil opera com uma ociosidade de aproximadamente 44%. "Por enquanto não vamos fazer novas contratações, mas tudo depende de como o mercado vai reagir."

Além da renovação do portfólio, a companhia afirma trabalhar fortemente para garantir volumes mais robustos aos seus concessionários, que hoje somam cerca de 530 no País.

"O importante é que a rede tenha capilaridade. Por ora, não temos planos de aumentar o número de concessionárias, mas não descartamos essa possibilidade", assinala o presidente da montadora.

Perspectivas

Os planos da Volkswagen se encaixam em um programa de investimentos de R$ 7 bilhões até 2020. Conforme explicou Di Si, tanto o Brasil quanto a Argentina - maiores mercados da América do Sul - estão entrando em um "novo ciclo" econômico.

"No Brasil, por exemplo, os juros estão caindo de forma significativa e a confiança do consumidor está retornando gradualmente", observa o executivo. Ele acrescenta que este cenário já se reflete nas vendas da montadora ao longo deste ano. "O crédito está voltando a crescer. Estamos muito confiantes com os indicadores econômicos do País."

Fonte: DCI
Seção: Automobilística & Autopeças
Publicação: 21/11/2017

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