Introdução:
Usualmente o plasma é
definido como sendo o quarto estado da matéria. Costuma-se pensar
normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido, líquido
e gasoso. Considerando o elemento mais conhecido, a água, existem três
estados: o gelo, água e vapor. A diferença básica entre estes três
estados é o nível de energia em que eles se encontram. Se adicionarmos
energia sob forma de calor ao gelo, este transforma-se em água, que
sendo submetida a mais calor, vaporizará, separando-se em dois gases
Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1).

Figura 1 - Plasma, o quarto
estado da matéria
Porém se adicionarmos mais
energia, algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente
tais como a temperatura e características elétricas. Este processo é
chamado de ionização, ou seja a criação de elétrons livres e íons
entre os átomos do gás. Quando isto acontece, o gás torna-se um
"plasma", sendo eletricamente condutor, pelo fato de os elétrons
livres transmitirem a corrente elétrica. Alguns dos princípios
aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico
também são aplicados ao plasma. Por exemplo, quando a secção de um
condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida, a
resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para
se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção, e conseqüentemente
a temperatura do metal aumenta. O mesmo fato pode ser observado no gás
plasma; quanto mais reduzida for a secção, tanto maior será a
temperatura.
Desenvolvimento dos processos a arco plasma:
Em 1950, o processo TIG
estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para
soldas de alta qualidade em metais nobres. Durante a pesquisa e
desenvolvimento do processo TIG, cientistas do laboratório de solda da
Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro
do bocal direcionador de gás da tocha TIG, as propriedades do arco elétrico
poderiam ser bastante alteradas. A redução do diâmetro do bocal
constringia o arco elétrico, aumentando a velocidade do gás e o seu
calor por efeito Joule. A temperatura e a tensão do arco cresceram
dramaticamente, e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em
alta velocidade. Ao invés de soldar, o metal foi cortado pelo arco
plasma.

Figura 2 - Temperaturas do arco TIG e
jato Plasma
Na figura 2, os dois arcos
estão operando em 200 Ampères. O jato plasma é apenas moderadamente
constringido (Æ do orifício do bocal = 4.8 mm), mas é operado com o
dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco
correspondente ao TIG. Se a mesma corrente é forçada a passar através
do orifício, com os mesmos parâmetros operacionais, a tensão e
temperatura aumentam. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás
sai do bocal, ejetando o metal fundido provocando assim o corte.
O arco do plasma foi
consideravelmente mais quente que o arco TIG, conforme mostrado na
figura 2.
Essas altas temperaturas
foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da
tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas
paredes do mesmo, permitindo um alto grau de constrição do arco. A
espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação
do gás de corte. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar
a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente
aumentar a temperatura do arco.
Arco transferido e não
transferido:
O arco plasma pode ser
transferido, quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo)
e a peça de trabalho (anodo); ou de modo não transferido quando a
corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. Os dois
modos de operação são mostrados na figura 3.
Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação,
o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o
"heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais
eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a
peça de trabalho.

Figura 3 - Plasma transferido e não
transferido
Alterando as
características do arco plasma:
As características do arco
plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás
corrente de corte, tensão do arco e diâmetro do bico de corte. Por
exemplo, se é usado uma baixa vazão de gás, o jato plasma torna
elevada a concentração de calor na superfície da peça, sendo ideal
para soldagem. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente
aumentada, a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal
fundido através da peça de trabalho.
Corte plasma convencional
(1957):
Introduzida em 1957 pela
UNION CARBIDE, esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal
a velocidades de corte relativamente altas. A faixa de espessuras
abrangida variava de chapas finas (0.5 mm) até chapas grossas (250 mm).
A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de
condução de corrente da tocha e propriedades do metal.
Uma tocha mecanizada com
capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou
Alumínio. Contudo, na maioria das aplicações industriais, a espessura
de corte não ultrapassa 50 mm. Nesta faixa de espessuras, o corte
plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular.
Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na
face de corte. Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do
calor na superfície da peça conforme a progressão do corte.

Figura 4 - Plasma convencional
Este desbalanceamento do
calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível
à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco
como mostrado na figura 4. O aumento da constrição do arco tende a
tornar o perfil do arco maior e mais uniforme, causando um corte mais
reto. Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é
limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois
arcos em série (figura 5), sendo um entre o eletrodo e o bico e outro
entre o bico e a peça de trabalho.

Figura 5 - Formação de duplo arco
Este fenômeno é conhecido
como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. O
arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade.
Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50, várias
pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição
do arco, sem porém a criação do duplo arco.
O corte plasma como descoberto, é atualmente denominado como corte
plasma convencional. Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários
metais e diferentes espessuras. Por exemplo, se o corte plasma
convencional é usado para cortar aço inoxidável, aço Carbono e Alumínio,
é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização
da qualidade de corte nesses três tipos de metais.O corte plasma
convencional predominou desde 1957 até os anos 70, e freqüentemente
requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio.
Arco plasma "DUAL FLOW" (1962)
A técnica dual flow foi
desenvolvida em 1963. Esta técnica envolve uma pequena modificação em
relação ao plasma convencional. Este processo utiliza-se das mesmas
características como no plasma convencional, neste caso porém é
adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte.
Usualmente, em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o
segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser
cortado. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio
para aço Carbono, dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e
misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio.
A velocidade de corte é
melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional,
contudo, a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. A
velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio, é
essencialmente a mesma que no plasma convencional.
A maior vantagem neste
processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de
corte e a peça de trabalho, protegendo o mesmo de curto-circuitos, como
mostrado na figura 6, e reduzindo a tendência de "duplo
arco". O gás de proteção também protege a zona de corte
aumentando a qualidade e velocidade de corte, além de refrigerar o bico
de corte e bocal da tocha.

Figura 6 - Plasma "Dual Flow"
Corte plasma com ar
comprimido (1963):
O corte plasma por ar
comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. O
Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao
Carbono proveniente da reação exotérmica com o ferro incandescente.
Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o
plasma com Nitrogênio. Embora o processo possa ser usado para o corte
de aços inoxidáveis e Alumínio, a superfície de corte nesses
materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas
aplicações (Figura 7).

Figura 7 - Corte plasma a ar
comprimido
O maior problema com o corte
por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. Eletrodos especiais
feitos de Zircônio, Háfnio ou ligas de Háfnio, são necessários, uma
vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás
de corte conter Oxigênio. Mesmo com a utilização deste eletrodos
especiais, a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no
processo plasma convencional.
Corte plasma com
proteção d'água (1965):
O corte plasma com proteção
de água é semelhante ao processo "dual flow", onde o gás de
proteção secundário é substituído por água (Figura 8). O efeito de
resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte
além de melhorar significativamente a aparência do corte, entretanto,
o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez
que a água não provê uma constrição adicional do arco.

Figura 8 - Corte plasma com proteção
d'água
Arco plasma com injeção d'água (1968):
No início, estava
estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era
através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco. No
processo plasma com injeção d'água, a água é injetada radialmente
no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9. A injeção de água
no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando
como se fosse um segundo bico de corte. As temperaturas do arco nesta
região são estimadas em aproximadamente em 50.000°K ou seja 9 vezes a
temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do
arco plasma convencional. Como resultado final destas altas
temperaturas, tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte, da
velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço
Carbono.

Figura 9 - Corte Plasma com injeção
d'água
Um outro método utilizado
para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um
redemoinho de água em volta do arco. Com esta técnica, a constrição
do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um
redemoinho estável de água. A força centrífuga criada pela alta
velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o
arco, conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na
injeção radial de água (Figura 10).

Figura 10 - Direção de injeção d'água
Ao contrário do processo
convencional descrito primeiramente, uma ótima qualidade de corte com o
plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas
um tipo de gás - Nitrogênio. A utilização de apenas um gás torna o
processo mais econômico e fácil de operar. Fisicamente o Nitrogênio
é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do
arco à peça. O calor absorvido pelo Nitrogênio quando dissociado é
transferido quando em contato com a peça de trabalho. A despeito das
elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco,
menos de 10% da água é vaporizada. A água restante sai através do
bocal sob forma de um spray cônico, vindo a refrigerar a superfície da
peça. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na
superfície de corte e resfria o bico da tocha.
A razão da constrição do
arco na região de injeção de água é a formação de uma camada
isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada, como mostrado
na Figura 11.

Figura 11 - Camada de vapor d'água
A
vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de
injeção de água, porque a camada de vapor isola o mesmo da alta
intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água
protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima
temperatura. A proteção obtida pela camada de vapor d'água também
permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica, conseqüentemente,
o arco duplo, a maior causa da destruição do bico deixa de existir.
Uma importante característica
das extremidades cortadas, é que o lado direito do corte seja reto e o
outro lado seja levemente chanfrado. Este fenômeno não é causado pela
água injetada, sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos
ponteiros do relógio no gás. Este giro causa uma maior energia de arco
a ser despendido no lado direito do corte. A mesma dessimetria de corte
pode ser observada no corte plasma convencional, quando há
turbilhonamento do gás de plasma. Este fato acarreta em que sentido de
corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo
reto em todas as faces da peça (Figura 12).

Figura 12 - Direção do corte
Na figura 13, o anel mostra
o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio,
dando como resultado um corte reto no lado direito do corte.
Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os
bordos retos no lado interno do anel.

Figura 13 - Direção de corte
Mufla d'água e tábua
d'água (1972):
Desde que os processos por
arco plasma possuem uma elevada concentração de calor, acima de 50.000°K,
há alguns efeitos negativos inerentes ao processo:
- A altas correntes, o corte
plasma gera um intenso nível ruído, superior ao nível normal nas áreas
de trabalho, requerendo proteção para os operadores.
- Fumaça e gases tóxicos
em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho, exigindo uma boa
ventilação.
- A geração de radiação
ultravioleta, pode causar queimaduras na pele e olhos, requerendo o uso
de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros.
Este grupo de efeitos
garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de
meio ambiente. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse
aspecto.
Em 1972, foi introduzido
pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição, sendo a mufla de água
e tábua de água, que controlam os efeitos nocivos do processo plasma.
Mufla d'água
O sistema de mufla d'água
cria uma camada protetora ao redor da tocha, produzindo os seguintes
efeitos benéficos quando usados com a tábua d'água:
- O alto nível de ruído do
processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela
água.
- A fumaça e gases tóxicos
são confinados na barreira d'água, que acoplado a um sistema
purificador, remove as partículas sólidas.
- A claridade do arco é
reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos.
- Com uma coloração
adequada, a radiação ultravioleta é diminuída.
Tábua de água
Trata-se de um reservatório
de água localizado abaixo da peça a ser cortada, a qual, tem a
finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações
de corte.
Corte subaquático (1977):
Desenvolvimentos na Europa
com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça,
levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. Este método para
fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que
atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água.
Para o corte subaquático, a
peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água, e a tocha plasma corta
enquanto imersa. Como conseqüência, o ruído, a fumaça e as radiações
do arco elétrico são drasticamente reduzidas. Um aspecto negativo
neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a
velocidade de corte é diminuída de 10-20%. Além do fato do operador não
determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando
normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram.
Finalmente, no corte subaquático,
pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte, provocando a
formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. O Oxigênio tem a tendência
de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas
leves) formando óxidos, deixando Hidrogênio livre dentro d'água. Este
Hidrogênio forma bolsas sob a peça, que quando em contato com o jato
plasma causa pequenas explosões. Em função deste fato, a água deve
ser constantemente agitada quando do corte destes metais.
Corte subaquático com
mufla:
Baseado na popularidade do
corte subaquático, foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte, no qual
é injetado ar ao redor da tocha, estabelecendo uma bolha de ar onde o
corte se processa. Este torna-se um corte subaquático com injeção de
ar, sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de
260 Ampéres. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de
corte.
Corte plasma a ar
comprimido de baixa corrente (1980):
Em 1980, os fabricantes de
equipamentos introduziram no mercado, equipamentos usando ar como gás
de plasma, particularmente para sistemas de baixa corrente. A Termal
Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT, as
duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e
Europeu respectivamente. Este fato propiciou uma nova era para o corte
plasma, aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80, surgindo novos
fabricantes. A partir desta data, o corte plasma foi aceito como um novo
método para corte de metais, sendo considerado uma valiosa ferramenta
em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna.
Com este novo alento,
aumentou a competitividade na indústria de corte plasma, um grande número
de inovações tecnológicas foram introduzidos, tornando o processo fácil
de usar. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. A
utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características
do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas.
Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por
contato ("blow back" - retração do eletrodo), eliminando a
alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as
partes frontais da tocha durante as operação de corte.
Corte plasma com
oxigênio (1983):
O corte plasma com injeção
de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de
Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da
saída do bocal, como mostrado na figura 14.

Figura 14 - Plasma com injeção de
Oxigênio
Este processo é usado
exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno
aumento na velocidade de corte, contudo, algumas desvantagens são
notadas, como uma deficiência no esquadrejamento do corte, excesso de
material removido, pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao
metal a ser cortado (aço Carbono). Em alguns locais onde este processo
foi usado, o pequeno aumento na velocidade de corte associado as
desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo
tipo de tocha.
Corte plasma de alta
densidade (1990):
O corte LASER tem se tornado
um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função
de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade.
Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado, os fabricantes de
equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade
de corte de seus equipamentos.
Em 1990, foi visto a
primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres.
Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida,
aumentando a velocidade de corte. Espera-se que a qualidade de corte no
plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. Considerando que
o custo de implantação do processo plasma exige um investimento
inicial bem menor, este tornar-se-á o maior concorrente do processo
LASER.
Conclusão:
Ao fim desta revisão,
tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos
últimos 35 anos, particularmente nos últimos 5 anos. Atualmente três
tendências principais devem ser observadas:
1. O mercado para unidades
portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir.
2. O mercado para máquinas
de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e
tolerâncias cada vez menores para o processo plasma.
3. Pesquisas e
desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão
constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a
qualidade de corte.