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Após a queda do Império Romano, desenvolveu-se na Espanha a Forja Catalã, que veio a dominar todo o processo de obtenção de ferro e aço durante a Idade Média, espalhando-se notadamente pela Alemanha, Inglaterra e França. Desde o século VI ao século X, em pequena escala, depois sobretudo do século XI ao século XIII, a obra de "colonização" agrícola e de aproveitamento da terra foi sendo realizada. Contudo, esses esforços só conseguem um fraco rendimento, pois a técnica continua sendo primitiva.
A forja Catalã, foi o processo intermediário entre os fornos de lupa e os alto-fornos que são utilizados até hoje. A forja catalã consistia numa lareira feita com pedras (figura 3) usando-se, para o sopro, foles manuais e, mais tarde, uma trompa d'água. O ar frio era inflado nessa fornalha pelos foles. O carvão de madeira era posto na lareira e, quando se achava em brasas, era coberto por uma camada de minério, à qual se seguiam camadas justapostas de carvão e minério, ficando a última ao lado do fole. Quando o ar era insuflado, o carvão se queimava e processava-se então, a redução do minério a metal.

Figura 3- Reconstituição de uma Forja Catalã.
"Com a 'coelheira moderna', uma invenção do século X, o cavalo tem a garganta completamente livre e pode com toda a liberdade tomar a posição mais favorável ao seu esforço. Esta invenção técnica, de extraordinária importância, foi acompanhada por uma série de aperfeiçoamentos ou de inovações que melhoraram e aumentaram os seus efeitos. Um desses diz respeito ao próprio cavalo: a ferradura de cravos, inventada, ou, talvez, reinventada, mas, em qualquer caso, sistematicamente desenvolvida na Idade Média."
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O rendimento deste processo ainda era baixo e as temperaturas alcançadas com ele também.
O primeiro passo importante para a obtenção de quantidades maiores de ferro, resultou do aparecimento dos foles acionados mecanicamente por servos ou por juntas de cavalos (figura 4).

Figura 4- Forja acionada por foles manuais.
No século XII, começou-se a usar a roda d'água para a movimentação dos foles, o que permitiu logo a construção de fornos maiores. Em torno de 1400, apareceram os Stueckofen na Alemanha e na Áustria, construídos em alvenaria e com a forma de dois troncos de cone justapostos pela base (figura 5).
O aumento da capacidade de sopragem resultou na elevação da temperatura de trabalho, de modo que, pela primeira vez, obteve-se ferro em estado líquido e não mais em esponja pastosa.

Figura 5- Stueckofen, em alvenaria de pedra, 1440
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