|
As ligas de cobre mais
utilizadas na indústria e em aplicações comerciais são os chamados latões,
denominação tradicionalmente aplicada às ligas do sistema cobre-zinco. Neste
tipo de liga os teores de zinco variam entre 5 (latão C 210) e 40 % (latão C
280), sendo que uma simples regra permite identificar o teor de zinco da
liga: dividindo-se por 2 a dezena do número da liga, chega-se ao teor de
zinco da mesma: no caso da liga 260 (o chamado latão para cartuchos de
munição), por exemplo, 60 : 2 = 30, o que significa dizer que o latão 260
contém 30 % de zinco. Além dos latões binários (cobre-zinco) cuja numeração
(centena) começa por 2, existem também os latões ternários
cobre-chumbo-zinco, cuja numeração começa por 3 (como o caso do latão com
chumbo 360) e os latões ternários cobre-zinco-estanho, cuja numeração começa
por 4 (como o 436, por exemplo). Entretanto, inicialmente neste ítem aborda-se
somente os latões binários (Cu-Zn), relatando-se então, posteriormente, os
demais tipos de latão (Cu-Zn-Pb e Cu-Zn-Sn).
a) Latões binários
(Cu-Zn)
Os latões binários são
ligas cobre-zinco nas quais os demais elementos somente estão presentes em
teores muito baixos, sendo considerados como impurezas. São ligas que
apresentam razoável resistência á corrosão (em ambientes não muito
agressivos) e boa conformabilidade, porém simultaneamente possuem
resistência mecânica e dureza bem mais elevadas do que a dos cobres
comercialmente puros e cobres ligados. Como o zinco possui reticulado
cristalino hexagonal compacto, ao contrário do cobre, que possui reticulado
cristalino cúbico de face centrada, a solubilidade do zinco no cobre é
limitada, porém como a diferença entre os diâmetros dos átomos de cobre e de
zinco é relativamente pequena, de cerca de 4 %, existe uma certa
solubilidade, chegando a 35 % na temperatura de 20 ºC e atingindo 38 %, seu
valor máximo, a uma temperatura de 456 ºC. Enquanto grandes diferenças entre
os diâmetros dos átomos dos elementos solvente e soluto favorecem o
endurecimento, por outro lado reduzem a solubilidade. Assim sendo, o
endurecimento por solução sólida é favorecido quando essa diferença é
pequena, ao passo que grandes diferenças favorecem outros mecanismos de
endurecimento, como o que ocorre por precipitação, ou pela restrição à
recristalização e ao crescimento de grão devido à formação de partículas de
intermetálicos. E exceto o ouro, que é muito caro, o zinco é o metal que
apresenta a melhor combinação entre solubilidade e diferença de diâmetros
atômicos no que se refere ao cobre. O efeito de endurecimento por solução
sólida do zinco não é tão significativo como o de outros elementos solutos
no cobre, mas sua elevada solubilidade permite que o endurecimento seja
considerável em teores da ordem de 30 % [2].
Um dos principais usos
do cobre está na fabricação de peças com formato complexo por deformação
mecânica, como no assim chamado processo de embutimento. O latão alia a
vantagem de ser facilmente deformado com uma resistência mecânica mais alta
do que a do cobre comercialmente puro. Aliás, o latão com teores de zinco
entre 20 e 30 % apresentam maior dutilidade (alongamento) do que o cobre
comercialmente puro e do que os latões com teores de zinco mais baixos.
Embora os latões sejam mais duros que o cobre comercialmente puro, são ligas
que endurecem por deformação a uma taxa muito mais baixa do que o cobre
comercialmente puro, e assim o chamado “empescoçamento” (redução de seção
reta causada pela deformação) somente ocorre para uma deformação bem maior.
Deste modo, ao se deformar uma dessas ligas numa matriz, a mesma pode se
deformar consideravelmente antes que ocorra o empescoçamento, o qual leva a
uma mudança dimensional indesejada e finalmente à fratura. As ligas que mais
mantêm essa característica para maiores graus de deformação a frio são os
latões que contêm de 20 a 30 % de zinco, bem mais do que os latões com
menores teores de zinco, embora de um modo geral ocorra perda de ductilidade
em todos os latões com o aumento da deformação a frio. Outro aspecto
importante dos latões é a grande influência do tamanho de grão inicial sobre
as características de deformação durante os processos de fabricação. Quando
o grão é grosseiro o suficiente para igualar, ou mesmo exceder, a espessura
da chapa (ou do corpo-de-prova de ensaio de tração) então praticamente quase
não há contornos de grão para inibir o deslizamento e contribuir para o
encruamento, e à medida que o grão cresce o latão apresenta menor
alongamento até a fratura. Sendo assim, o controle do tamanho de grão antes
da deformação a frio é muito importante, e os recozimentos anteriores devem
ser rigorosamente controlados, quanto ao tempo e à temperatura, para
produzir grãos finos [2].
Nos latões com teores
de zinco mais elevados, acima de 35 % e chegando até 40 %, ocorre a presença
de fase beta, ou seja, ao contrário dos latões com menos de 35 % de zinco,
que são monofásicos (contêm somente a fase alfa), os latões com teores de
zinco mais elevados são bifásicos (contêm fases alfa e beta). Estes latões
bifásicos apresentam transformações de fase mais complexas, que dão origem a
uma maior variedade de microestruturas e, conseqüentemente, de propriedades.
Esse tipo de liga é utilizado industrialmente basicamente devido à sua
excelente trabalhabilidade a quente e excelente usinabilidade. Dentre estas
ligas sobressai-se o latão com 40 % de zinco, também conhecido
comercialmente como metal de Muntz. A fase beta é conhecida como um composto
intermetálico com estequiometria aproximada de CuZn, ou seja, proporção
entre os números de átomos de cobre e zinco em torno de 50% cada, ao
contrário da fase alfa, que possui estrutura cúbica de face centrada na qual
parte dos átomos de cobre é substituída por átomos de zinco. Entretanto, a
faixa de variação da composição da fase beta depende da temperatura. A fase
beta é cúbica de corpo centrado e acima de 470 ºC torna-se desordenada, com
átomos de zinco e cobre ocupando posições aleatórias, devido à vibração dos
átomos associada à energia térmica. Em baixa temperatura essa vibração não
existe e o conseqüente ordenamento leva à formação da chamada fase beta
linha. Essa fase ordenada reduz a ductilidade do latão bifásico a
temperaturas relativamente baixas (abaixo de 470 ºC), sendo responsável por
esse caraterística de menor ductilidade a frio do que a quente (temperaturas
na qual só se forma a fase beta desordenada). Por este motivo os latões
bifásicos são indicados para extrusão (a quente), porém não são recomendados
para laminação a frio. A fase beta linha pode ter sua dureza aumentada
mediante tratamento térmico de envelhecimento em temperaturas da ordem de
200 a 500 ºC. A coexistência das fases alfa e beta garante uma dutilidade
reduzida à temperatura ambiente, mas nem mesmo esta seria possível se a
microestrutura fosse constituída totalmente por faz beta. E o trabalho a
quente da liga bifásica (alfa e beta) é fácil nas temperaturas altas o
suficiente para que a fase beta desordenada substitua a fase beta linha
ordenada. Uma das poucas vantagens da liga bifásica com 40 % de zinco sobre
a liga monofásica com 30 % é a sua melhor usinabilidade, devido à presença
da fase beta linha frágil [2].
A numeração dos latões
binários ba classificação CDA-ASTM começa pelo algarismo 2, como por exemplo
o latão C 260, que contém cerca de 70 % de cobre e 30 % de zinco.
b) Latões com
chumbo (Cu-Zn-Pb)
Os latões com chumbo
são ligas cobre-zinco-chumbo nas quais o chumbo é adicionado com o propósito
principal de aumentar a usinabilidade. O chumbo não se combina com o cobre,
nem com o zinco, nem com qualquer elemento de liga secundário e está
presente nessas ligas sobre a forma de partículas (glóbulos) que se
distribuem aleatoriamente na microestrutura do latão. Essas partículas de
chumbo lubrificam a ferramenta de corte durante a usinagem e ao promoverem
uma fragilização localizada, favorecem a retirada do cavaco.
Nos latões com chumbo
em geral o teor de zinco é superior a 35 %, fazendo com que, do ponto de
vista microestrutural, estas ligas sejam bifásicas (alfa e beta) nas quais,
adicionalmente, as partículas de chumbo se distribuem. Entretanto, estas
mesmas partículas de chumbo causam problemas quanto à deformação plástica
[4]. Por este motivo, os latões com chumbo são mais empregados para a
fabricação de parafusos e peças usinadas a partir de barras e perfis
extrudados, e não são usados para processos de deformação plástica
considerável a frio. O teor de chumbo varia entre 0,3 e 3,5 % para os
chamados latões de corte fácil. Os latões com chumbo na classificação CDA-ASTM
são designados por números iniciados pelo algarismo 3, como a liga C 360 (61
% de cobre, 36 % de zinco e 3 % de chumbo) por exemplo.
Uma alternativa ao uso
do chumbo para melhorar a usinabilidade dos latões é o uso do selênio e do
telúrio, que não prejudicam tanto as propriedades de deformação plástica do
latão, mas por outro lado são elementos mais caros e de menor
disponibilidade. Além dos latões bifásicos, algumas outras ligas de cobre
como o latão monofásico, a alpaca (Cu-Zn-Ni) e o cobre em si podem conter
consideráveis teores de chumbo, mas seu uso não é tão difundido quanto o do
latão bifásico com chumbo [4].
c) Latão com
estanho (Cu-Zn-Sn)
Os latões com estanho
são latões nos quais uma pequena parte do zinco é substituída pelo estanho,
ou seja, são ligas cobre-zinco-estanho. O objetivo da utilização do estanho
neste tipo de latão é melhorar a resistência à corrosão em ambientes
particularmente agressivos, como água do mar e ambientes contendo cloretos e
m geral [1]. Entre os latões com estanho encontram-se exatamente o latão do
almirantado (70 % de cobre, 29 % de zinco e 1 % de estanho) e o latão naval
(60 % de cobre, 39 % de zinco e 1 %) ambos para aplicações na construção
naval [4]. A numeração os latões com estanho na classificação CDA-ASTM
inicia pelo algarismo 4, como por exemplo a liga C 464 (61 % de cobre, 38 %
de zinco e 1 % de estanho).
d) Aplicações dos
latões
Os latões são
aplicados na indústria para os mais diversos fins, dependendo de sua
composição química. A seguir faz-se uma breve descrição das principais
aplicações de alguns tipos de latões mais utilizados.
Latão C 210 (95 % de cobre e 5 % de zinco) – Esta liga, que não é
suscetível à dezincificação, tipo de corrosão mais freqüente nos latões com
maiores teores de zinco, na qual o zinco é atacado preferencialmente e
eliminado da liga, é muito utilizada na fabricação de moedas, medalhas,
emblemas, jóias e placas, sendo também usada como base para aplicação de
ouro e de esmaltes vítreos.
Latão C 220 (90 % de cobre e 10 % de zinco) – Possui características
bem semelhantes à do C 210, sendo usada em arquitetura (ferragens, condutos
e peças ornamentais) e na fabricação de objetos decorativos. Além disso, é
usada em algumas aplicações específicas na fabricação de munição, porém em
escala muito inferior ao freqüente uso do latão C 260 (30 % de zinco) para a
fabricação desse tipo de produto.
Latão C 230 (85 % de cobre e 15 % de zinco) – Juntamente com os
latões C 210, C 220 e C240, consitui o chamado grupo dos latões vermelhos (também
conhecido como “tombacks”), ligas monofásicas (fase alfa) que possuem
características muito semelhantes entre si, marcadamente sua elevada
resistência à corrosão e à dezincificação em particular, tendo porém como
desvantagem seu maior custo, associado ao maior consumo de cobre, metal bem
mais caro do que o zinco, na sua fabricação. Provavelmente sua mais
freqüente aplicação é a fabricação de zíper para vestimentas, muito embora
também seja utilizado na fabricação de bijuteria e de alguns componentes
eletro-eletrônicos.
Latão C 240 (80 % de cobre e 20 % de zinco) – Como os demais latões
vermelhos não, apresenta dezincificação e possui elevada resistência à
corrosão sob tensão. Sua principal aplicação consiste na fabricação de
objetos decorativos (estojos e componentes de relógios) obtidos pelos
processos de conformação mecânica e brasagem.
Latão C 260 (70 % de cobre e 30 % de zinco) – Ainda é uma liga
monofásica, mas já possui características bem diferentes dos latões
vermelhos, começando por sua coloração amarelada. Pode apresentar problemas
de dezincificação, dependendo do ambiente na qual está sendo utilizada, mas
em compensação apresenta a mais favorável combinação de resistência mecânica
e dutilidade (elevadas) entre todos os latões, razão pela qual é muito
indicada para processos de conformação em geral, particularmente a
estampagem e o embutimento profundo. Sua principal aplicação está na
fabricação de cartuchos para munição (esta liga é popularmente conhecida
como “latão para cartucho”), mas também pode ser utilizada para as mais
diversas aplicações, como tubos de trocadores de calor para água não poluída,
evaporadores e aquecedores de produtos alimentícios, cápsulas e roscas de
lâmpadas, instrumentos musicais de sopro, radiadores de automóveis, metais
sanitários, extintores de incêndio, rebites, pinos e parafusos.
Latão C 268 (66 a 67 % de cobre, 33 a 34 % de zinco) – Esta liga
possui propriedades mecânicas ligeiramente inferior às do latão C 260, porém
seu custo de fabricação é menor, sendo utilizada como alternativa ao uso
daquela liga, em aplicações nas quais os requisitos de propriedades
mecânicas não são tão importantes e o custo de fabricação é um fator
determinante.
Latão C 272 (63 a 64 % de cobre, 36 a 37 % de zinco) – Esta liga já
pode apresentar uma pequena quantidade de fase beta. Não pode ser usada em
ambientes corrosivos. Pode ser trabalhada a frio e a quente, porém sua
dutilidade é um tanto inferior à das ligas C 260 e C 268, embora suporte
condições de conformação mecânica relativamente severas. É utilizada para
fabricação de peças por estampagem não profunda como componentes de lâmpadas
e chaves elétricas, recipientes para instrumentos, componentes de radiadores,
rebites, pinos e parafusos.
Latão C 280 (60 % de cobre e 40 % de zinco) – Esta é uma típica liga
bifásica (alfa e beta) com excelente trabalhabilidade a quente, relacionada
com a presença da fase beta, que por outro lado dificulta a conformação a
frio. Suas aplicações também estão limitadas a ambientes não muito
corrosivos. Possui melhores propriedades de conformação a frio e de soldagem
do que as do latão C 370 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de chumbo),
porém usinabilidade inferior. É usado na fabricação de placas, barras e
perfis, na arquitetura em seções estruturadas e painéis espessos, na
indústria química em placas de tubos de condensadores e trocadores de calor
e componentes mecânicos fabricados por forjamento.
Latão C 340 (65 % de cobre, 34 % de zinco e 1 % de chumbo) – Possui
partículas de chumbo dispersas em uma matriz de fase alfa, podendo no
entanto conter uma pequena quantidade de fase beta. Apresenta elevada
usinabilidade e pode ser conformada para a fabricação de parafusos, rebites,
porcas, componentes de instrumentos e de relógios.
Latão C 353 (62 % de cobre, 36 % de zinco e 2 % de chumbo) –
Apresenta uma estrutura bifásica (fases alfa e beta) e com partículas
dispersas de chumbo. Possui aplicações semelhantes à do latão C 340, porém
apresenta menor trabalhabilidade. É utilizada para a fabricação de terminais
de baterias elétricas e de velas de ignição de motores, e de peças gravadas
mecanicamente.
Latão C 360 (61 % de cobre, 36 % de zinco e 3 % de chumbo) –
Apresenta microestrutura muito semelhante à do latão C 353. É conhecido como
latão de usinagem fácil (“free cutting brass”). É muito utilizada sob a
forma de barras extrudadas que são posteriormente usinadas para a fabricação
de diversos produtos, entre os quais porcas, parafusos, pinos, buchas,
mancais, afastadores e peças tubulares com extremidades abertas ou fechadas.
Latão C 370 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de chumbo) –
Apresenta o mesmo tipo de microestrutura presente nas ligas anteriormente
citadas, porém além da elevada usinabilidade, possui boa trabalhabilidade a
quente. É fornecida geralmente sob a forma de tubos usados para a fabricação
de peças tubulares em máquinas operatrizes de usinagem.
Latão C 442 (71 % de cobre, 28 % de zinco e 1 % de estanho) – Esta
liga monofásica (fase alfa) contém, além de estanho uma pequena adição de
arsênio para aumentar a resistência à dezincificação. O estanho é adicionado
com o objetivo de proporcionar boa resistência à corrosão em água de rios e
mares não poluída, paradas ou em movimento de baixa velocidade (até cerca de
2m/s). É muito usada na fabricação de tubos e placas para equipamentos de
trocadores de calor, principalmente de refinarias de petróleo e de centrais
de produção de energia.
Latão C 464 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de estanho) – Esta
liga, entre as últimas da série dos latões, possui uma microestrutura
bifásica (alfa e beta), mas contém estanho e até mesmo chumbo em pequenos
teores para aumentar a usinabilidade. É usada na forma de placas, chapas e
barras utilizadas na fabricação de placas de condensadores, parafusos,
porcas, peças forjadas e usinadas para uso em locais submersos em água ou
equipamentos usados na construção naval. Esta liga pode conter inibidores
contra corrosão, como o arsênio, o antimônio e o fósforo, porém limitados em
teores de 0,02 a 0,10 % [1].
e) Propriedades
mecânicas dos latões
A tabela 2.1 apresenta
algumas propriedades mecânicas de alguns latões [1].
|
Liga (ASTM) |
Composição Química |
Limite de resistência à tração
(MPa) |
Limite de escoamento
(MPa) |
Alongamento
(%) |
Dureza Brinell
(HB) |
Limite de resistência à fadiga
(MPa) |
|
C210 |
95Cu
5Zn |
270-550 |
100-380 |
45-3 |
65-120 |
- |
|
C220 |
90Cu 10
Zn |
270-570 |
90-420 |
50-4 |
55-125 |
70-160 |
|
C230 |
85Cu
15Zn |
310-600 |
100-420 |
50-4 |
60-135 |
105-170 |
|
C240 |
80Cu
20Zn |
310-640 |
120-480 |
52-3 |
65-155 |
100-185 |
|
C260 |
70Cu30Zn |
330-850 |
120-540 |
62-3 |
65-160 |
75-200 |
|
C268, C270 |
66Cu 34 Zn
65Cu35Zn |
340-860 |
130-550 |
60-3 |
65-165 |
85-155 |
|
C272 |
64Cu
36Zn |
340-860 |
130-550 |
56-5 |
65-165 |
95-210 |
|
C280 |
60Cu
40Zn |
380-600 |
160-450 |
40-4 |
85-145 |
110-130 |
|
C340 |
65Cu34Zn1Pb |
330-550 |
120-460 |
45-8 |
65-135 |
- |
|
C353 |
62Cu36Zn2Pb |
340-700 |
150-460 |
45-2 |
70-125 |
100-195 |
|
C360 |
61Cu36Zn3Pb |
360-520 |
150-450 |
40-12 |
75-135 |
140 |
|
C370 |
61Cu38Zn1Pb |
380-580 |
180-520 |
40-8 |
80-150 |
- |
|
C442 |
71Cu28Zn1Sn |
340-400 |
130-180 |
65-50 |
65-85 |
160-185 |
|
C464 |
61Cu38Zn1Sn |
395 |
160-390 |
40-20 |
90-145 |
150-230 |
|