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Os Principais Mercados
Desde que foi obtido em escala industrial, o alumínio vem ocupando novos mercados. Confira quais são atualmente os principais setores que consomem alumínio, quais os produtos derivados, as tendências e aplicações mais promissoras.
- Bens de consumo
- Transporte
- Construção Civil
- Embalagens
- Indústria Elétrica
- Outros setores
Bens de Consumo
Uma das primeiras aplicações industriais desse metal ocorreu nos artefatos domésticos - as panelas de alumínio - que, apesar da concorrência de outros materiais, mantém-se na liderança mercado, por terem conquistado a confiança dos consumidores e acompanhado as exigências da vida moderna.

(Fonte: Abal)
No mercado de bens de consumo, cadeiras e mesas de praia e jardim, bicicletas, escadas, objetos de decoração e muitos outros elementos ligados ao cotidiano, utilizam o alumínio. Mas os utensílios domésticos continuam a representar 55% do volume de vendas deste setor, que atende a diversos segmentos: hotéis e restaurantes (linhas para uso comercial), linhas populares e linhas mais sofisticadas.
Transportes
Outro segmento em que a aplicação do alumínio tem evoluído rapidamente em todo o mundo é o de equipamentos para transportes, devido aos benefícios que oferece aos fabricantes na concepção de seus projetos e na fabricação de seus produtos, traduzidas em vantagens para os consumidores. Destacam-se neste mercado os furgões, as carrocerias abertas, os tanques rodoviários, os vagões ferroviários e as carrocerias de ônibus.

(Fonte: Abal)
A utilização do alumínio em transportes vem se acelerando no Brasil devido ao melhor controle de peso nas rodovias, a partir da privatização, e das preocupações que começam a existir na sociedade a respeito da emissão de poluentes pelos veículos.
A tendência de uso do alumínio é cada vez mais forte no setor automotivo mundial: dos atuais 110 quilos por automóvel nos Estados Unidos, prevê-se que, em 2005, os carros de passeio médios possam absorver 180 quilos de alumínio, com a substituição de peças e componentes feitos hoje com materiais mais pesados.
Construção Civil
No mercado da construção civil, o alumínio está presente em revestimentos internos e externos, caixilharia, telhas, divisórias, forros e em muitos detalhes de concepções arquitetônicas modernas.
A caixilharia é um dos segmentos mais tradicionais o alumínio, sendo encontrado hoje com variada disponibilidade de cores e acabamentos. As mesmas qualidades que consagraram o alumínio nas esquadrias estão influenciando também a decisão dos profissionais da construção civil na definição dos revestimentos para fachadas e interiores de prédios industriais, residenciais, comerciais, shoppings centers e aeroportos.

(Fonte: Abal)
Outra aplicação consagrada na construção civil são as telhas de alumínio, empregadas em coberturas e revestimentos de prédios não-residenciais, por sua leveza (seu peso específico equivale a 1/3 do aço), resistência e durabilidade. Também há um significativo consumo de alumínio em estruturas para grandes vãos ou montagem temporária de obras e instalações.
Em todos os segmentos, o alumínio possui um diferencial, como material acessível, capaz de atender todas as necessidades da construção civil.
Embalagens
Embalagens de alumínio, fabricadas a partir de folhas e laminados, são empregadas para os mais variados tipos de consumo, com o objetivo de atender os mercados de produtos farmacêuticos, de higiene e limpeza, produtos alimentícios e bebidas.

(Fonte: Abal)
Os recursos de impressão e acabamento tornam as embalagens de alumínio uma solução largamente adotada em muitos segmentos industriais. Por meio de combinações com outros materiais, como filmes, resinas e adesivos, o alumínio é transformado em envoltórios para chocolates; estruturas laminadas para leite longa vida, sopas, sucos e condimentos; em tampas para iogurtes; embalagens para café a vácuo; tampas para latas de leite e achocolatados em pó; tubos laminados para produtos de higiene pessoal; e em blisters, strips e sachês para medicamentos, dentre muitas opções existentes. Além disso, o uso do alumínio é consagrado também em formas descartáveis para os segmentos industrial, institucional e doméstico, e em rolos para diversos fins.
Outro grande sucesso de mercado é a lata de alumínio para bebidas, que reúne simplicidade e praticidade, entre inúmeras vantagens: da reciclabilidade à economia de energia e de espaço no transporte e armazenagem, até a redução de perdas, em relação a outros materiais. A lata de alumínio chegou ao Brasil em 1989 e, em pouco tempo, tomou conta do mercado, estimando-se que hoje 95% das bebidas vendidas em lata no nosso País utilizem esta embalagem.
Indústria elétrica
O mercado de energia elétrica consome alumínio em larga escala por suas características de condutibilidade e leveza, que atendem às necessidades das redes de transmissão, com uma das menores taxas de desperdício ao longo de sua extensão.
Na forma de vergalhões e arames, o alumínio é submetido ao processo de extrusão e/ou revestimento, resultando em fios e cabos de diversas bitolas para diferentes utilizações. Com estes produtos diversos segmentos são atendidos: linhas de transmissão de grande porte e subtransmissão, cabos condutores para distribuição aérea ou subterrânea e instalações elétricas prediais e industriais.

(Fonte: Abal)
Com soluções adequadas a cada aplicação, o alumínio é tradicionalmente utilizado nos sistemas de transmissão que levam energia a longas distâncias e na distribuição nos centros urbanos, setores nos quais o País demanda grandes investimentos. Mas conta com outros importantes mercados na zona rural, onde os cabos de alumínio fazem a ligação entre subestações e centros de carga para suprir as necessidades do agribusiness, e nas cidades, onde as normas técnicas brasileiras já especificam o seu uso em prédios e edifícios comerciais e industriais.
Outros setores
Por reunir um conjunto diversificado de propriedades, o alumínio revelou-se útil em diversos setores e sua utilização continua a se expandir, com o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias orientadas para as necessidades do futuro.

(Fonte: Abal)
A alumina, que dá origem ao alumínio primário, também se transforma em aluminas especiais (calcinadas, hidratadas, tabulares e eletrofundidas), destinadas, especialmente, às indústrias de transformação, química em geral, papeleira, metalúrgica e petroquímica, para produção de refratários, revestimentos cerâmicos, abrasivos, vidros, porcelanas, massas de polimento, tintas, retardantes de chama, isoladores elétricos, pastilhas de freio, corantes etc.
Pastas e pós alumínio, obtidos da moagem ou da atomização do metal líquido, servem de matéria-prima para indústrias do setor químico, entre outros, como ferro-ligas, mineração, explosivos, refratários e pigmentos, com uma infinidade de aplicações: de combustível sólido para foguetes a resinas epoxy e pinturas metálicas.
Outros processos bem conhecidos, como fundição e forja, também geram produtos de alumínio de valor para diversos setores industriais, tais como componentes para automóveis, máquinas e equipamentos.
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